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A viagem não pode parar...




Em 2016 cruzei o mundo à bordo dos trens da maior ferrovia do mundo, a Transiberiana. Somando todas as horas de viagem, seriam quase seis dias ininterruptos sacolejando sobre aqueles trilhos, inúmeras e inusitadas situações, centenas de histórias. A jornada foi de São Petersburgo, na Rússia europeia, até Pequim, na China.

Parti daquele entorno europeu, razoavelmente familiar e conhecido, para embarcar nesta jornada com o intuito de identificar, registrar e sentir esta transição continental rumo à Ásia. Primeiro o colorido e as extravagâncias das grandes cidades Russas, logo a imponência dos Urais, a magnitude do Baikal, os rituais da Buriácia.

Imerso num ar de mistério e apreensão, de cortinas fechadas, esperei ansioso pela entrada dos oficiais mongóis no meu vagão. Inspeção aqui, documentação ali, silencio e seriedade a todo instante. Passaporte retido, trem parado e eu imaginando o que havia por trás das cortinas fechadas: “O que eles tanto escondem aí atrás? ”. Minutos de agonia, juro que pareciam eternos, até que entra a oficial mongol – belíssima por sinal – chama meu nome e com um singelo sorriso me traz a resposta final “Bem-vindo à Mongólia”.

A terra das longas planícies, dos cavaleiros, do Grande Gengis Khan! Um dos meus lugares favoritos desse mundo! Que momentos incríveis passei neste lugar! Fiz amigos e por alguns dias inclusive deixei o trem para explorar as planícies de carro. Cavalos selvagens, aquela imensidão de pasto verde, as tendas brancas dos acampamentos nômades. Vi poucas pessoas durante aqueles dias, já era esperado, a Mongólia possui uma das menores densidades populacionais do globo.

Hora de embarcar outra vez, já sentia falta do sacolejo do trem, parecia um bebê acostumado com o balançar de um berço, se o trem parasse, despertava! Cruzamos o Deserto de Gobi para logo encarar fronteira Chinesa: a fronteira mais legal que já fiz! Aos poucos nossos vagões foram sendo desencaixados uns dos outros, separados, levantados e como se fosse um pneu furado, suas “rodas” foram sendo trocadas: a bitola mongol é diferente da bitola chinesa, portanto para que o trem possa seguir viagem, precisávamos realizar aqueles ajustes. Um detalhe: tudo isso conosco dentro!

Lembro quando amanheceu, de todo o percurso chinês da viagem, cheio de túneis e pontes, em um único quilômetro havia a possibilidade de avistar a Grande Muralha da China. Lembro de “grudar na janela” para tentar avistá-la! Para o meu infortúnio, isso não foi possível. Seguimos viagem, arrematando o que havia sobrado da “comida de trem” que havia estocado nos últimos dias na minha mochila. Era o último trajeto e precisava dar conta de tudo! Um ambiente incrível, cheio de outros aventureiros como eu, de diversas nacionalidades e de diversas idades!

Desembarquei em Pequim naquela estação que parecia um formigueiro humano. Era um estado de êxtase total! Embora fosse a minha primeira vez na China, ela não seria percorrida naquela ocasião, a capital era o último destino da viagem. Mas foi aquele pequeno aperitivo saboroso o suficiente para saber: “Preciso voltar pra cá num futuro”.

Voltei da viagem já planejando como seria a continuação dessa jornada. Pesquisei, comprei guia e acompanhei outros viajantes nos seus relatos. Hoje venho contar para você que acabado de comprar meus bilhetes para dar continuidade a esta história. Voarei para Pequim (via Moscow por coincidência) dentro de dois meses e de Pequim seguirei nos trens chineses cruzando o país até o Cantão. Aproveitarei também para uma visita rápida a Hong Kong.

Tudo isso vem sendo gravado e documentado. Te convido para conhecer meu conteúdo, bastante material já foi publicado neste link aqui: http://www.theworldbyfon.com/2016/09/indice-ferrovia-transiberiana_2.html . No youtube.com/afonsosolak este material ainda não está disponível, mas logo estará, assim que terminarmos com a série do Marrocos. Quando a Rússia começar lá no canal, a história vai acabar só lá em Hong Kong!

Sinceramente espero vocês viajando comigo, interagindo e compartilhando este material. Me esforço bastante expondo todas estas coisas que acabo descobrindo e faço de tudo para te mostrar que investir em viajar é sempre uma opção inteligente!

Abraço maior que o Atlântico!

Fon

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