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Entenda o caso Romanov

Estátua da Família Romanov em frente à Igreja do Sangue, Ecaterimburgo
Estátua da Família Romanov em frente à Igreja do Sangue, Ecaterimburgo


Ekaterimburgo foi cenário de um fato histórico que quero muito comentar. É complicado de resumi-lo, mas aqui fica minha tentativa:

Durante quase meio milênio, a Russia foi governada por estravagantes Czares (Os romanos dizem César, os alemães Kaiser e os russos Czar). Este ciclo teve um fim e foi com a dinastia mais longa que existiu, os famosos Romanov, mais especificamente nas mãos do Czar Nicolau II.

Com um fracasso numa guerra contra o Japão, uma situação de instabilidade sócioeconômica e com uma chacina que matou uma multidão de trabalhadores que protestavam em São Petersburgo balxo seu comando, Nicolau não tinha os melhores índices de popularidade. Nestas condições foi forçado a abdicar do trono. Pressões de um evento que viria ser a nomeado como Revolução Russa.

O Comando que assumiu o poder obrigou que Nicolau, esposa e filhos fossem transferidos da então capital São Petersburgo, para outras residências oficiais em território russo. Alegava-se que eram por motivos de segurança e que tais residências seriam fortemente protegidas. Estando longe da capital, seriam menores as probabilidades de atos de rebeldia contra o Ex-Czar. Obviamente aquilo significava uma única coisa: exílio!

Nestas condições, a familia dos Romanov, pai, mãe, quatro filhas e o único filho e e herdeiro do trono Alexies, acabou passndo por dois endereços, incluindo Tobolsk aqui na Sibéria, até por fim acabar em Ecaterimburgo.

Durante três meses viveram reclusos, baixo escolta armada. Ninguém entra, ninguém sai!

Igreja do Sangue, construída no local do de assassinato da Família Romanov
Igreja do Sangue, construída no local do de assassinato da Família Romanov

Na madrugada de 17 de julho de 1918, oficiais do Exército Vermelho, a mando do líder Vladmir Lenin, invadiram a casa, ordenaram que a família se dirigisse ao porão e executaram-na a tiros. As meninas resistiram mais, por debaixo dos vestidos usavam corseletes de ouro e pedras preciosas que serviram de colete anti-balas. Os oficiais foram impiedosos, usaram a ponta das baionetas para finalizar o trabalho. A mais longa dinastia da Russia acabava naquela noite.

O cativeiro na casa do Engenheiro Ipatyev foi demolida em 1977 por Boris Yeltsin (que nasceu em Ekaterimburgo por sinal). No lugar, em homenagem construiu-se a "Igreja do Sangue, como é conhecido o principal ícone de Ekaterimburgo.

Teto do domo principal da Igreja do Sangue, Ecatimburgo
Teto do domo principal da Igreja do Sangue, Ecatimburgo


Na noite do assassinato os oficiais do Exército Vermelho secretamente levaram os corpos da familia Romanov para Ganina Yama, uma mina nos arredores de Ekaterimburgo. Ali foram lançados num posso profundo.

Atualmente neste lugar construiu-se um monastério. Sete capelas de madeira roliça, uma para cada membro da familia. Um lugar de paz e peregrinação em meio a um bosque fresco e frondoso.

Semanas depois do assassinato, o Exército Branco encontrou evidências de que os corpos haviam estado ali, mas não encontrou os corpos em si.

Monastério em Ganina Yama, arredores de Ecaterimburgo
Monastério de Ganina Yama, Ecaterimburgo


Os oficiais do Exército Vermelho, sabendo do risco de serem descobertos, haviam transladado os corpos para outra zona do bosque, onde foram enterrados nas laterais da estrada que cortava a floresta. Um detalhe que não foi mencionado nos relatórios da missão.

Secretamente, ainda em período comunista, o fossa foi descoberta, mas manteve-se o segredo até o fim da URSS. Aí surge a surpresa e o mistério: os ossos do príncipe Alexies e de uma das meninas não se encontravam ali com os demais.

Somente agora, recentemente, em 2007, depois da canonização da família pela Igreja Ortodoxa, confirmou-se o destino das crianças Romanov. Uma ONG que continuou em busca dos corpos, localizou uma segunda fossa, menor, mais adentro da floresta, a menos de 100 metros da fossa principal, onde jaziam os membros faltantes da família.

Abraço maior que o Atlântico!

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