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Lago Inle e os costumes do povo Intha



No papel, o lago possui 22 km de comprimento por 11 km de largura, mas na prática fica muito difícil determinar onde acabam os pântanos e onde começa o lago propriamente dito. Não atinge grandes profundidades, e através de palafitas as tribos locais construíram suas vilas e pequenas cidades, e várias delas são acessíveis apenas em barco.

Meu ponto de partida foi o Nyaungshwe, o principal povoado e o melhor acesso os visitantes da região. Graças a abertura do país o turismo vem crescendo e já existem várias pousadas e restaurantes abrindo suas portas nesta simpática vila.



A região é próspera e produtiva, a curiosa maneira de pescar, usando a perna para segurar o remo do barco é um uma característica intrínseca do povo Intha. Além da pesca, os locais criaram um sistema interessante de hortas e jardins flutuantes para o cultivo de vegetais. Para complementar um passeio no lago, ainda existem templos e pagodas budistas e alguns monastérios totalmente isolados da civilização.

Mas vamos tocando o barco porquê a chuva está vindo! Procuramos abrigo na Phaung Daw Oo Paya, o templo budista mais importante da região. No interior era proibido gravar, mas fiz meu maior esforço para fazer um vídeo para mostrar para vocês. Dentro era simples mas interessante, cheio de cores e brilhos como sempre. Cheguei no exato momento em que estavam sendo recitados alguns textos budistas.



Nos ateliês do lago, a fibra do caule da planta de Lotus é extraída, enrolada e transformada e fios que posteriormente são colocados em grandes rolos que vão para os teares. O padrão dos tecidos são definidos de acordo com a sequência de movimentos que os artesãos realizam com os pés. O resultado são roupas, cachecóis e túnicas coloridas que podem ser compradas ali mesmo.

Não muito longe visito uma marcenaria especializada na confecção dos típicos barcos do lago Inle. De pai pra filho a arte de construir estas canoas vem sendo um bom negócio à gerações. Alguns inclusive aproveitaram a onda do turismo e começaram a produzir outros artigos para a venda como souvenier.

Tofu, a especialidade do povoado Khaung Daing


Na porta ao lado, as mulheres se reúnem na fabricação dos típicos charutos birmaneses, que podem ser encontrados nos mercados da região. Além do tabaco, são recheados com mel, anis e outras iguarias, que resultam num aroma delicioso, muito longe do cheiro de cigarro.



A última parada do dia é o Monastério dos Gatos Saltitantes. Fazendo juz parcialmente ao nome, encontrei vários gatos, mas nenhum saltava como o nome prometia.

O monastério é um ambiente ideal para finalizar o dia, na calmaria, na tranquilidade. Aproveitei para disfrutar do momento e refletir um pouco à respeito de todos os acontecimentos dos últimos dias.

Um abraço maior que o Atlântico!

Fon

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2 comentários:

  1. Afonso, bom dia. Gostaria de uma pequena ajuda: chegando a Nyaung Shwe às 16h30 de um dia (vindo de Bagan) e a deixando às 18h do seguinte (para Yangon), consigo fazer o passeio pelo lago ou é um tempo muito curto?

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    1. Olá Edgar!! É um pouquinho apertado, mas se você negociar com o barqueiro dá tempo sim! A cidade é pequena, aproveite para ver exatamente de onde sai o ônibus no dia anterior! :D

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