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Explorando o Egito - Parte 1


Com transporte, camas e eventualmente cervejas baratas,  e ainda um adicional de "hospitalidade intensa", com certeza o Egito é o país de Oriente Médio mais viajado.

Foi um imenso prazer conhecer cada um destes lugares, e tem sido um prazer maior ainda poder relembrar através destes textos e fotos. Prepare-se para fotos de um álbum amarelo, cheio de areia e poeira. Prepare-se para símbolos e significados milenares! Prepare-se para ver o sorriso de orelha a orelha deste viajante engenheiro maravilhado pelas obras faraônicas com as quais tropeçou pelo caminho.

Como Heródoto escreveu no século quinto antes de Cristo "o Egito possui mais maravilhas que quaquer outro lugar da Terra". Quem sabe eu concorde com ele, digo quem sabe, pois ainda não conheci todo o restante do mundo!

Seguindo de acordo com a ordem cronológica da minha viagem, dividirei esta série de textos em algumas partes. Tentarei expor de maneira gráfica, com várias fotos e pouco texto. Nesta parte um, apresento o Nilo, o Vale dos Reis e o Templo Mortuário de Hatshepsut.

Minha primeira foto, em Luxor, antiga Tebas, atravessando o Rio Nilo em direção ao Vale dos Reis
Nas montanhas que precedem a chegada ao Vale dos Reis estão repletas de túneis e cavernas. Resquícios das grandes explorações europeias em busca de tumbas e tesouros.

Os Colossos de Memnón foram os primeiros monumentos literalmente colossais com que me deparei na minha expedição ao Egito. Possuem 18 metros de altura e são o único resquício do templo construído por Amenhotep III, um dos maiores de todo o Egito

A Cidade Fantasma de Kurna, também na margem oeste do Nilo, é um exemplo típico da arquitetura da região. Nota-se facilmente que a cor das paredes de suas alvenarias tem o mesmo tom das rochas das Colinas de Tebas. Provavelmente foi a construção mais moderna que encontrei perto do Vale dos Reis.

Foi na minha primeira manhã em solo egípcio que conhecí um dos highliths da minha viagem. O Vale dos Reis, a mais famosa necrópole do mundo, abribga as tumbas dos principais faraós que existiram. Teoricamente é proibido que se fotografe no interior do Vale, e você deve deixar sua câmera na entrada, num local que não tem pinta de ser apropriado pra isso. Como tudo no Egito funciona a base do "ou deixa a câmera, ou deixa propina", eu preferi deixar umas moedas, ficar com minha câmera em mãos e de quebra poder fazer algumas fotos do Vale.
O calor era tanto, que nesta foto vemos que a lente chegou a embassar. Cada tumba, é acessada por escadas e rampas em direção a câmaras e antecâmaras rocha a dentro. A mais simples consiste em uma pequena sala, a mais complexa, é um labirinto composto por 120 ambientes. As mais interessantes são as de Ranses IV, toda decorada com paisagens noturnas fazendo referência à deusa Nut; Tuthmosis III flanqueada pelos desfiladeiros de calcário e a principal delas Tutankamon, que ainda mantém um dos sarcófagos e a múmia do faraó em seu interior. Cuidado! Não toque nas paredes! Elas são "amaldiçoadas"! Haha.

Esta foto mostra exatamente o meu primeiro contato visual com o Templo Funerário de Hatshepsut. Quando o vi, era tanto ânimo e empolgação, que esqueci da sede e do calor do asfalto. O templo da primeira mulher faraó é a coisa que mais admiro em todo o Egito, pelo menos dentre as coisas que conheci até agora. Sim, do meu ponto de vista, supera inclusive a Gizé!

Esta foto mostra exatamente o meu primeiro contato visual com o Templo Funerário de Hatshepsut. Quando o vi, era tanto ânimo e empolgação, que esqueci da sede e do calor do asfalto. O templo da primeira mulher faraó é a coisa que mais admiro em todo o Egito, pelo menos dentre as coisas que conheci até agora. Sim, do meu ponto de vista, supera inclusive a Gizé!

Hatshepsut empreendeu um programa de construção que jamais havia sido executado por uma mulher egípcia até então. As linhas retas e simétricas do seu templo mortuário, dedicado ao deus sol Amog-Ra, se destacam em meio a montanha Tebana. Deve ser o templo mais maravilhoso do Egito.

No terraço superior do templo está o pórtico que era composto por 24 estátuas que combinam o rosto da faraó com o corpo do deus Osíris. Em posição de múmia real, com os braços cruzados sobre o peito, empunhando o cajado e o açoite. A coroa do Alto Egito e barba postiça característica dos Faraós. As peças estão distribuídas entre Luxor e o Museu do Cairo.

Entrada para o Santuário de Amón, na escuridão do interior da montanha. O pórtico de acesso formado por três grandes blocos de rocha possui uma série de inscrições em auto relevo. Note que à esquerda aparece a figura da Rainha Hatshepsut portando a coroa branca do Alto Egito e à direira portando a coroa vermelha do Baixo Egito.

Nota-se que no Antigo Egito existia um forte tendência dos sucessores em tentar "apagar" ou "esconder" os frutos de seus antecessores. Vários sacerdores roubaram as múmias de seus senhores para protegê-las destes "apagões históricos". A própria múmia de Hatshepsut tardou tanto tempo em ser identificada por este motivo. Em Luxor, muitos murais e auto relevos que menciovam a primeria mulher faraó parecem ter sofrido um alto grau de degradação e vandalismo. O templo de Hatshepsut também sofreu suas transformações e o rostos da maioria dos deuses pagãos foram apagados

Confesso que a tentação por descobrir o significado desta composição de hieroglifos é grande. Até tentei, mas não é nada simples. Dos símbolos que aparecem neste painel, posso identificar facilmente apenas o Ankh, também conhecido como "Cruz Ansada". Muitas vezes é visto como um símbolo de ritauis satânicos, cultos de magia negra e vampirismo. Uma idéia equivocada, já que todas as referências a este símbolo na mitologia egípcia estão relacionadas à vida ou à ressurreição. Na banda de rock Kiss, numa das mudanças de guitarrista, o novo músico tinha um Ankh na sua máscara, simbolizando "vida nova" ou "tempos novos"

Sacerdote manipulando os vasos canópicos, usados para preservar os principais órgãos do faraó. Nos rituais de mumificação, a constante presença dos pingentes em formato Ankh.

Pilastras da capela de Anúbis

O escaravelho aparece várias vezes em inscrições em todo o Egito. Representa o deus Khefri, o deus do amanhecer. Um ícone importante no processo de descobrimento dos principais nomes do reis egípcios, uma vez que sempre vem associados a um deles.

Oferendas ao deus Hórus, filho de Osíris e deus dos céus. Perdeu seu olho esquerdo em uma batalha, vingando a morte de seu pai, contra Seth. Diz a lenda que sua concepção ocorreu após a morte de seu pai, quando sua mãe Ísis, em forma de pássaro, pousou sobre a múmia de Osíris. O Olho de Hórus é um amuleto muito utilizado, sempre associado aos conceitors de poder e proteção. Quem faz as oferendas é Tuthmosis III, sucessor de Hatshpsut.

Anúbis, o deus com cabeça de chacal. Sempre associado aos rituais fúnebres e à mumificação. Dizem as lendas que quando um faraó morria, Anúbis pesava seu coração e o comparava com a pena da verdade. Caso fosse mais pesado, o órgão era devorado pelo demônio Ammit, impedindo o acesso do faraó ao paraíso. Acredita-se que a figura de um chacal se deve ao fato de serem animais que frequentemente perambulavam por cemitérios. 

E o Templo de Hatshepsut fica por aqui. Continuamos com mais de Luxor na parte 2!

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