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Tamanhos e pesos para bagagens em voos de longa distância

O pior é carregar as malas depois!
Uma pergunta frequente que me fazem é sobre o tamanho e o peso da bagagens nas viagens em avião. Nesse tempo viajando, utilizei várias companhias aéreas e pude notar que as regras variam de acordo com o país e o tipo de trajeto. Neste artigo tentarei esclarecer um pouco o tema, mas antes de começar a falar das regras vou tentar mostrar um pouco como a coisa geralmente funciona.

Na maioria das vezes, a compra de um bilhete aéreo permite que o passageiro transporte uma certa de quantia de bagagem, que já está inclusa no preço da tarifa. Dentro deste conceito existe, mundialmente, duas formas para estabelecer limites na bagagem: peso e peça. No primeiro sistema, o passageiro pode viajar com uma quantia fixa em peso, independente do número de volumes. Já pelo conceito de peça, o passageiro tem direito a levar consigo um ou dois volumes, entre 23 kg e 40 kg cada, dependendo do pais e da companhia aérea.


EUA, Canadá, Japão e alguns países do Oriente Médio e da África costumam adotar o conceito de bagagem por peça, enquanto o resto do mundo geralmente adota o sistema de peso, que acaba sendo mais vantajoso para as companhias aéreas.

No caso de excesso de bagagem, o viajante paga um valor fixo por quilo extra transportado no sistema por peso, o que geralmente gera taxas altíssimas; ou paga uma tarifa fixa para transportar uma peça extra completa no segundo sistema.

Nos últimos anos, com o surgimento das companhias aéreas de baixo custo, diversos países da Europa, América do Norte e Ásia passaram a permitir que empresas aéreas vendessem bilhetes que não incluem o transporte de bagagem. Nesse caso, independente do sistema, o cliente paga sempre que quiser despachar uma maleta. Assim pessoas que fazem viagens "bate e volta" ou a negócios, que não precisariam despachar bagagem, tem a opção de pagar menos.

Limites da bagagem de mão estabelecidos pelas low-cost
A tendência de separar o serviço "transporte do cliente" dos demais serviços oferecidos pelas companhias é crescente e generalizada. Na minha última viagem ao Brasil, vi que a Gol passou a cobrar pelas refeições servidas a bordo, algo que vivencie em muitas companhias europeias nos últimos quatro anos. Outra pratica comum, que também já chegou ao Brasil é cobrar por assentos mais espaçosos ou melhor localizados na cabine.

O mercado paralelo é amplo! A maioria das companhais vem cobrando pelo direito de o cliente embarcar primeiro no avião, pelo sistema de entretenimento ou pela wi-fi a bordo. Sem dúvidas, nenhum caso deve superar a maior low-cost europeia Ryanair, que cobra por passageiros que não fazem o check-in online em casa e vende desde perfumes até loteria em seus vôos.

Li um artigo que comentava sobre a ANAC permitir a cobrança pelo despacho de bagagem no Brasil, e as companhias aéreas nacionais argumentam que esta pratica permitiria dar descontos aos passageiros que viajam sem malas. Sinceramente não acredito que os preços reduziriam tanto, e quem sabe isso seria uma janela para a criação de novas taxas no Brasil.

Falando mais sobre o que se aplica aos brasileiros, a ANAC determina que para bilhetes com partida no Brasil o viajante tem direito a transportar gratuitamente 23 kg em rotas domésticas e no Mercosul. Rotas internacionais, permitem dois volumes de 32 kg, o que poderia ser considerado um sistema duplo, uma vez que dependendo da rota o limite é por peso ou por volumes.

Mas ao meu ver isso não chega a ser um problema. O problema vêm de um descuido legislativo, onde a agência expressou que a regra vale para vôos começados no Brasil, em vez de utilizar a típica composição "origem, destino ou trânsito". Essa brecha foi a festa para as companhias aéreas intercontinentais, que passaram a aplicar diferentes regras de acordo com a primeira origem.

Vou esclarecer com um exemplo. Imagine que você vêm me visitar, saindo de São Paulo com destino a Madrid. Terá direito a duas peças de 32kg, mas uma bagagem de mão tanto para ida como para a volta. Agora imagine que eu, quero ir te visitar, e vou sair daqui de Madrid ir a São Paulo e voltar. Na compra do meu bilhete poderei levar e trazer apenas uma peça de 23 kg.  Isso está ótimo para os Brasileiros, mas impede que os turistas que vão ao Brasil voltem com a mala cheia de "muamba".

Outra questão, fora do tema limite de bagagem, é quando devemos retirar a bagagem na esteira ou não. A regra geral é "Sempre que você compra um bilhete, com escalas ou não, você despacha na origem e retira no destino final". Obviamente existem exceções.


Ás vezes a esteira de bagagens também serve para dormir. Confira aqui.
Se seu último trajeto for doméstico (Ex: Madrid - Curitiba, com escala em Guarulhos) você sempre deverá retirar a bagagem, passar pela alfândega na entrada do país (Guarulhos), e despachar novamente. Isso acontece, porquê não têm sentido falar controle alfandegário em um vôo doméstico.

Outro caso que pode acontecer é quando uma escala é muito longa, como um stop over. Por exemplo "Madrid - Singapura, com escala em Dubai". A escala em Dubai durava 26 horas, neste caso é possível que seja necessário retirar a bagagem em Dubai e voltar a despachá-la.

Claro que se você comprou as passagens por conta própria, fazendo você mesmo suas conexões (algo que faço muito porquê costuma ser mais barato), você deve retirar a bagagem em cada destino, pois um bilhete não está "ligado" com o outro. Cuidado ao fazer isso, pois precisará conhecer regras alfandegárias de cada país, se as mochila não chegarem ou um voo atrasar e você perder o seguinte o problema é seu!

O importante é ler com cuidado os limites estabelecidos pela companhia. Quase sempre naquele texto de letras miúdas "eu aceito os termos e condições e blá blá blá" fala isso. Não deixe para ver isso no aeroporto, especialmente se tiver voltando para o Brasil, pois se estiver fora dos limites você pagará caro por isso, ou terá que deixar seus vinhos e chocolates para os fiscais no check-in!

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