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E quando chega o momento de cortar os cabelos?

Estou passando por uma situação que já me aconteceu antes, e gostaria de compartilhar aqui. Quem sabe seja também o dilema de outros mochileiros. Segue abaixo:

Só quem é mochileiro para se deparar com um dilema desses. As longas viagens, jornadas, estadias em ambientes fora de costume, além de por muitas vezes a impossibilidade de tratar (ou até mesmo lavar) os cabelos, fazem com que no meio da viagem haja a necessidade de um corte de cabelo.

Se para mim encarar uma tesoura estrangeira nem sempre é fácil, imagina para as mochileiras. Não é raro encontrar mochileiros carecas, que quem sabe já tenham adquirido sua própria máquina. Já para as mulheres, o jeito é apelar para todo o tipo de tiara, fivela, elástico ou se arriscar a "cortar apenas as pontas".


As dificuldades para dar um trato na juba são muitas! As vezes não se encontra um bom lugar; as vezes não se tem tempo. Em muitos casos um corte é caro. Mas o mais difícil é se fazer entender quando for explicar para o cabeleireiro como quer seu corte.

Uma vez, na Itália, estava precisando cortar os cabelos e recorri a uma barbearia. Procurei um cabeleireiro que parecia bom. O ambiente era agradável, limpo e organizado. Expliquei para ele como queria e ele começou. Me deu um jornal e virou a cadeira meio de lado, e eu não podia me ver no espelho.  Achei meio estranho ele não falar nada, mas não dei muita importância ao fato. Quando me vi no espelho, vi a porcaria que ele estava fazendo. Pedi que, para concertar, tirasse mais em cima  e ele me respondeu pedindo que eu falasse em inglês, pois ele não falava Italiano! Se não falava italiano, como entendeu o que eu disse antes?

Sai puto da cara do estabelecimento e fui comprar carne, num açougue ao lado. Enquanto pagava adivinha quem surgiu de uma porta atrás do balcão? O maldito barbeiro! Os ambientes eram interligados! O que tornou mais estranho ainda foi ver que o açougue vendia tabaco para narguile! No fim o corte ficou uma porcaria e depois quando cheguei em casa pedi para o Cris tentar concertar com a máquina. Doze euros jogados fora!

Dessa vez não sei se vou comprar uma máquina ou arriscar uma barbearia. Por sorte (ou azar) imagino que em
algum tempo já não vou mais me preocupar com esse tipo de coisa. Pois a cada vez que corto meus cabelos, fico pensando se eles vão voltar a crescer ou não! A genética é forte!!

Abraços!!

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