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Mendoza


O Senhor Aconcágua
No momento escrevo de um simples, mas simpático hostel em San Pedro de Atacama. O calor já  passou e frio vem caindo. Continuando com os relatos do Circuito Andino, hoje escrevo sobre Mendoza, a terceira cidade que conheci.

A fronteira entre Chile e Argentina, é quase sempre definida pela espessa Cordilheira dos Andes. Nela encontram-se picos eternamente nevados e entre eles, está o ponto mais alto do nosso continente: O Aconcágua.


A região do Aconcágua acaba se tornando o destino de milhares de alpinistas, ou no caso, Andinistas o ano todo. Mendoza funciona como um ponto de base para esses aventureiros que pretendem encarar os desafios da cordilheira.

Desde os “esportes da montanha”, para os mais experientes, até as cavalgadas para os viajantes menos adeptos ao risco da montanha, estão diversas opções para explorar a região. Em qualquer agência ou albergue da cidade é possível reservar pacotes de serviço que incluem treckings, vôo livre, saltos de paraquedas ou até mesmo rafting nos rios oriundos do degelo da neve da cordilheira.

Arrisco a dizer que Mendoza é quase como um oásis em meio a uma região desértica da Argentina. Em uma zona climática adequada, aliada a altitude e ao bom solo, o cultivo da uva para a produção de vinho é uma atividade de orgulho nacional.

Obrigação de qualquer pessoa que vai à Mendoza é visitar algumas vinícolas e bodegas para provar dos vinhos da região. Ao todo, existem mais de 100 vinícolas no entorno da cidade. Algumas mais artesanais e outras mais industriais. Vale a visita nos dois tipos, para comparar suas diferenças.

 Normalmente as artesanais produzem vinhos de maior qualidade, pois a colheita da uva é feita de forma manual, o que permite a seleção dos melhores cachos e por consequência um melhor vinho. Este vinho acaba sendo mais caro e normalmente indicado para ocasiões de maior importância.

As vinícolas industriais, por sua vez, produzem em larga escala, adotando de métodos mecanizados para a colheita do fruto. Seus produtos, normalmente são vinhos para o consumo diário, pois acabam sendo mais acessíveis ao consumidor.

Dentre os “comes e bebes” a parrillada, assim como na capital argentina, é um prato encontrado em vários restaurantes. Para quem quer economizar um pouco existe o Choripan, o que seria bem próximo do nosso cachorro quente. Dias atrás em Florianópolis, pude perceber que este lanche argentino já chegou às praias brasileiras.

Além da aventura e da gastronomia, Mendoza oferece como atração, boas caminhadas em suas ruas arborizadas. Existem várias praças bacanas e um calçadão central, que se agita nos fins de tarde. Entre as ruas e as calçadas estão diversos canais alimentados com a água do degelo das montanhas. Estes canais servem para irrigar a cidade e ajudam a manter a umidade do ar. Portanto, se você se empolgar em uma ou outra garrafa de vinho, cuidado para não cair numa vala dessas!

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