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Buenos Aires


Escrevo no trajeto Santiago – San Pedro de Atacama. Agora que o Moe dormiu está mais tranquilo. Ele não parava quieto! Segue o relato da segunda cidade que tive o prazer de visitar nessa expedição que nomeei de “Circuito Andino”. Se quiser saber sobre Montevidéu, a cidade que visitei antes desta, clique AQUI.

Sobre o serviço da Buquebus, que faz a travessia Montevidéu-Buenos Aires só tenho uma coisa à dizer: Quando você sair de Montevidéu, pegue tudo o que for precisar para a madrugada de sua bagagem. Você só terá contato com ela novamente em Buenos Aires, na manhã seguinte. Os trâmites alfandegários no porto de Colónia del Sacramento são demorados e cansativos. Esta não é  uma viagem que possa substituir um hostel!

O tempo em Buenos Aires estava ótimo! Não havia uma nuvem no céu! Precisei sair do porto do Terminal de Dársena Norte (onde chega o Buquebus) e ir até o Terminal Retiro logo pela manhã. Precisava deixar a minha cargueira em algum lugar e já conferir  o local de saída do ónibus que tomaria para Mendoza.

No início fiquei meio decepcionado com o que vi, pois a região do Retiro é suja e bagunçada. Existem tendas e ambulantes em todo canto, vendendo de tudo um pouco. Mas normalmente as regiões no entorno de terminais rodoviários são assim. Deveria ser apenas uma primeira má impressão.

Durante o resto da manhã caminhei por um dos famosos e chiques bairros da capital portenha: A Recoleta. A atração principal deste bairro é  Cementerio de la Recoleta dono de uma arquitetura sem igual e onde estão os restos mortais de Evita Perón.

 Ao lado do Cementerio de la Recoleta está a Basilica Nuestra Señora del Pilar onde, desculpe a brincadeira,  eu como engenheiro estive rezando pelos meus pilares.Ainda no Recoleta está o Buenos Aires Design Recoleta. Uma espécie de shopping de mobiliários, design e contrução. O Hard Rock Café Buenos Aires está aqui.

Andei até a Avenida 9 de Julho, para conhecer o que os portenhos chamam de “via urbana mais larga do mundo”. Em alguns pontos ela chega a ter 140 metros de largura. Mas isso não é o que mais chama atenção nela! No cruzamento com a Av. Corrientes está o imponente Obelisco, o marco da capital argentina.
Saindo do Obelisco passei pelas vias movimentadas da região. Acho que foi o momento em que mais ouvi português. Os brasileiros caem em peso! Logo segui para o Monserrat, até a Plaza de Mayo onde ficam os principais edifícios da capital argentina.

No entorno da praça estão a Catedral Metropolitana, o Banco de la Nación e a Casa Rosada, a sede do governo argentino. No meio da praça existem muitos cartazes e é comum se encontrar pessoas fazendo protestos e homenagens.

É possível conhecer o interior da Casa Rosada de graça. Aproveitei da sombra e da água do lugar para me refrescar um pouco, pois até o momento só tinha andado no sol. No interior seu interior estão expostos vários quadros de pessoas de importância à Argentina, incluindo Getúlio Vargas e Che Guevara.
Contornando os jardins da Casa Rosada está o antigo porto da cidade, o Puerto Madero. Com a desativação do porto, a região foi totalmente restaurada e transformada numa região turística. Existem diversos restaurantes nas margens dos antigos diques do porto. Os guindastes ainda estão no local fazendo parte da “decoração”.

Nesta região está o que pra mim era o mais esperado de Buenos Aires: A Ponte de la Mujer. Em um formato totalmente ousado, utilizando de estais, o arquiteto espanhol Santiago Calatrava monta esta ponte para pedestres que é capaz de girar e permitir a passagem das embarcações. Para mim, realmente impressionante.
Ponte de la Mujer
Ao lado da ponte, está uma antiga embarcação que se tornou um museu. A entrada é barata e para quem gosta do assunto é realmente interessante. É permitido o acesso dos turistas à todos os ambientes da embarcação, inclusive os motores e os camarotes do comandante.

Enfim, Buenos Aires é uma cidade de um charme sem igual! Extremamente animada e politizada@  Lar do famoso Tango e o cheirinho da Parrillada frequentemente está no ar. É uma boa ideia para casais apaixonados, principalmente se estão de bolsos cheios.  Nem sempre as coisas são baratas por lá.

Por hora seria isso. Tenha paciência, nem sempre consigo lugares para postar. Por favor continue lendo e me ajudando a divulgar a América do Sul.

Um abração à todos!

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