Últimos artigos

Um pulo na África


As cores do Souq
O que vou relatar hoje nesse espaço é dotado de várias coisas "fora-do-comum". Uma cultura totalmente diferente daquela em que vivo, seja no Brasil ou na Itália. Estivemos no continente africano, no Marrocos. Espero conseguir expor um pouco disso que me surpreendeu e chamou tanta atenção.

Para aqueles que não lembram das aulas de Geografia (assim como eu não lembrava), o Marrocos fica situado ao Noroeste do continente Africano e é banhado pelo Mar Mediterrâneo e pelo Oceano Atlântico. Está inserido, quase que por totalidade, no Sahara, este o maior deserto do mundo. Sabendo tais informações resta dizer que o clima predominante é "desértico" e mais ao norte "mediterrâneo". Mas chega de Geografia, por enquanto.

Chegamos em Marrakesh, a segunda maior cidade do país, as 10 da manhã. Desta vez éramos um grupo de nove pessoas, sendo que dentre estas só dois eram membros da "Turrrma": Eu e Giovani.
A cidade é chamada "cidade- vermelha" e no primeiro contato com ela, encontramos sua arquitetura característica quase que totalmente pintada em um marrom-vermelho.
Macacos na Djemaa el Fna

O contraste Europa-África que tivémos no início foi suficiente para causar algumas primeiras "más-impressões" que nos preocuparam pelo resto da viajem. Não nego que a cidade tinha problemas de segurança e saneamento. Sujeira, bagunça, desorganização e às vezes falta de educação nos foram muitas vezes oferecidas, mas não é para relatar essas coisas que escrevo aqui. Sendo assim vou tentar escrever da mesma forma que vi o país.

A primeira coisa a visitar foi a famosa Djemaa el Fna, uma das mais agitadas praças da África. Além de vendedores de comida, frutas e artesanato local; se encontram também artistas de rua, músicos, acrobatas e os exóticos "Encantadores de Serpentes". Sim, é verdade. Eles existem!
Como esses homens fazem aquilo eu não sei. Sentados em "posição de índio" a meio metro de uma, duas às vezes três najas, eles tocam suas flautas e elas parecem hipnotizadas. Óbviamente um público se forma ao seu redor; este formado na maior parte por turistas curiosos fazendo fotos. Faça sua foto, e espere os auxiliares do "encantador", segurando cobras vivas nas mãos, virem até você pedindo dinheiro por ter fotografado o "mestre". Se você não quiser dar, eles lhe pedem "gentilmente" que exclua as fotos, e ficam esperando ao seu lado enquanto você faz isso. Para alguns a situação é normal, para a maioria é pavoroso.

A praça é espaçosa e muito movimentada. Ao meio dia, são aramadas tendas, e um enorme restaurante se forma em meio à multidão. Este permanece ali até o fim da noite, em constante agito.

Almoço marroquino na tenda.
Grudado à esta praça principal está o maior Suq, um mercado tradicional, do país. São infinitas coisas vendidas nesse lugar. Metais, Tapeçarias, Grãos, Ervas, Doces, Animais, Objetos de decoração, Objetos Religiosos, Utilidades Domesticas e por aí vai. Tudo no seu jeitinho marroquino, sempre exuberante e colorido. Suas ruas, não possuem nem mesmo nome, parecendo um enorme labirinto, e é bem possível que você precise dar um dinheirinho para algum local lhe indicar o caminho de volta.

Falando em dinheiro, a moeda local se chama Dirham . Um euro equivale aproximadamente a 10 Dirhams. Sendo assim nos sentíamos ricos com tantas notas na carteira. Mas o fato de a moeda ser fraca não fazia com que as coisas fossem baratas. Na maioria das vezes era preciso negociar muito com os vendedores, e assim ganhar descontos de até setenta por cento.

Imensidão do Sahara
Me arrisquei até demais experimentando algumas coisas mais exóticas na rua, mas não pude resistir. Nas panificadoras muitos Brioches, Palmiers e Strudels. Kebabs por todo lado, mas bem diferentes daqueles encontrados aqui na Europa. Saladas à base de lentinha, grão de bico, abobrinha, beringela, muitas azeitonas, pimentas e afins.

Experimentamos o Cuzcuz Marroquino, Ensopado de Cordeiro com Amêndoas e um Frango assado com um tempero adocicado. Refeições sempre acompanhadas de um pão, que aliás é melhor que qualquer pão encontrado na Europa. Para finalizar sempre um chá delicioso que inacreditavelmente tinha sempre o mesmo gosto, em todos os estabelecimentos em que estive.

Dedicamos um dia todo de nossa viajem para uma passeio muito diferente. Saímos de Marrakesh às três da manhã rumo ao deserto do Sahara. Vimos o nascer do sol nas montanhas no meio do caminho. Café da manhã simples mas delicioso à moda marroquina. E por volta das onze da manhã, depois de 400 km, chegamos Zagora, a cidadezinha que "delimita" o início do deserto.

Nossos Camelos
De Zagora, partimos em uma caravana de camelos deserto a dentro, até um ponto onde estavam instaladas tendas a nossa espera. O deserto é realmente exuberante. Fotos e mais fotos foram feitas pelas nosssas sete câmeras. Pudémos ver tornados formando cones de areia em nossas proximidades. Incrível!

Nas tendas descansamos, nos refrescamos e almoçamos uma comida leve, com base em saladas e carne de perú. Feito isso retornamos em nossos camelos até Zagora, onde pegamos nossa van, e voltamos parando inúmeras vezes à beira de oasis e magnifícas paisagens para fazer fotos. Além das paisagens, paramos na cidade de Quarzazate onde foi  filmado "O Gladiador" para conhecer seus estúdios de gravação, mas infelizmente estava fechado.


Jardins Marjorelle
O ultimo dia de viajem foi dedicado a um giro pela cidade,  e assim conhecemos alguns palácios como o Palácio Real, o Palácio al-Badi e as Tumbas Sa'didi.  Dos palácios fomos para os Jardins de Marjorelle e terminamos o dia na Cidade Nova.

Realmente o choque cultural foi grande e pude aprender muito sobre a cultura local. Em nenhum outro país isso aconteceu de forma tão intensa como o Marrocos. Estou realmente satisfeito pela viajem que fizémos e espero poder ainda conhecer muitas culturas tão diferentes da minha como conheci.

Um abraço maior que o Atlântico!

Fon


The World by Fon Designed by Templateism.com Copyright © 2014

© Copyright 2013, All Rights Reserved to The World by Fon. Tecnologia do Blogger.