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O que há na terra da Rainha?

Depois de alguns meses sem postar nada aqui, como a maioria dos blogueiros faz, tive uma inspiração e resolvi escrever um pouco. Não sei se é a saudade que bate forte no peito, ou a vontade de mostrar a todos quão belo é esse mundo. Enfim já viajei 33 cidades e escrevo enquanto estou a caminho da trigésima quarta. Como falei de apenas 3, tenho muito trabalho pela frente. Sem mais justificativas, segue aí meu relato da cidade que escolhi como "cidade para morar um dia".

Já escrevi, já falei, já li e já ouvi a expressão. "... é um país único!", "...é uma cidade singular!". Para demonstrar empolgação ou quem sabe exagero essas expressões se encaixam bem, porém servem mesmo para descrever a Inglaterra. Veja aqui comigo: Pra começar a Inglaterra anda de carro ao contrário, a tal mão inglesa; ainda no trânsito, o semáforo inglês fica amarelo DEPOIS de ficar VERMELHO, e não depois que fica VERDE como no resto do mundo, isto é, ele te avisa que em alguns instantes você poderá avançar com segurança.

As tomadas inglesas também são únicas: juro que nunca pensei que seria tão complicado por um laptop para carregar como foi em Londres, a primeira tomada que vi não pude reconhecer. Quando sacar dinheiro não estranhe se o recibo sair antes do próprio dinheiro. A Inglaterra não usa o SI (sistema internacional de medidas), usa seu próprio sistema, baseado em partes do corpo, o que é um saco para dirigir, comprar frutas, pedir informações. A Inglaterra não pertence a União Européia, lembre de comprar suas libras esterlinas, pois o Reino Unido tem a sua própria moeda.

         Deixando as brincadeiras de lado e falando um pouco mais sério, começo contando que iniciamos nossa jornada inglesa na Baker Street. Já havia anoitecido quando descemos do ônibus que vinha do aeroporto, cansados e com fome, e encontro o "Sherlock Holmes Museum". Estava ali na minha frente, não tive nem o trabalho de procurá-lo, ele me encontrou. Estava fechado. Paciência.
Entramos no metrô inglês, "The Underground" como eles chamam, e eu como estudante de engenharia encontrei um sistema de transporte que realmente "me fez o queixo cair". Afinal estavamos usufruindo dos serviços do maior metrô do mundo.

O primeiro dia de turismo em Londres começou com mais um "Free Walking Tour", e dessa vez a guia falava um inglês rápido ( rápido para mim, normal para eles) porém entendível.  A primeira atração foi a troca da guarda na frente do Palácio de Buckinghan. Havia muita gente, mas fui entrando no meio e cheguei aos portões e consegui algumas fotos. Logo depois cotinuamos andando com o pessoal do Tour e conhecendo os jardins e parques da região, entre eles o Green Park e o St James Park, depois passamos pela famosa Trafalgar Square. Giramos mais um pouco em Westminster e finalizamos o tour sentados em uma escada de frente para o Parlamento.


O Big Ben nem é tão Big assim, mas é realmente imponente! Muito detalhado e com importância e história de impacto mundial. Estávamos ali sentados em frente a um dos edifícios mais conhecidos do mundo e a guia falando e falando, acha que prestei alguma atenção? Depois de uma manhã calorosa e um tour bem feito, vamos experimentar o prato da casa: Peixe com Batatas!

Andando às margens do Tâmisa você encontra as coisas que todo turista quer encontrar em Londres. O Parlamento com o Big Ben, o London Eye, as pontes London Bridge, Milenium Bridge ( aquela que os dementadores destroem no Harry Potter 6) e a famosa Tower Bridge, a qual tivemos a sorte de vê-la em funcionamento. Ainda no Tâmisa podemos ver a Catedral de St Pauls, onde casou a Princesa Diana e alguns edifícios de importância mundial. Deixe uma tarde do seu planejamento para andar do Parlamento até a Tower Bridge, vale a pena.

Se você é aquela pessoa que acha um saco ir a museus, e que sempre prefere fazer outras coisas enquanto a galera entra num deles, em Londres seja diferente. Existem muitos museus espalhados pela cidade, e sem dúvida estes são os mais legais que já conheci, superando inclusive o próprio Louvre (próximo post). E mais, muitos deles são gratuitos! Os quatro principais vou descrever brevemente aqui abaixo:
Imperial War Museum: Estão dispostos neste museu aviões, tanques, carros, armas, bombas, equipamentos e afins utilizados por alguns países em tempos de guerra. No subterrâneo existe uma seção enorme com muitos textos e vídeos que contam várias situações de várias guerras, além da possibilidade de você entrar  em uma trinxeira (se encontrá-la em meio a tanta coisa) e sentir o "clima" da guerra. Nos andares superiores o memorial ao Holocausto impressiona com uma seleção de imagens vídeos, foi onde vi uma maquete do maior campo de concentração do mundo, Auschwitz.
Natural History Museum: Em pleno átrio central, logo na entrada do museu você se depara com um imenso fócil de dinossauro. Um museu que conta a história da evolução da vida, com um material exposto de excelente qualidade. Seções sobre aquecimento do planeta, vulcões, dinossauros, plantas e muitos animais empalhados. Vale a pena destacar um "simulador de terremotos" situado na seção "atividades sísmicas"; a imensa réplica em escala real de uma baleia azul e a seção tranversal de uma "Sequoia - Gigante", a maior árvore do mundo. Para os amantes do assunto uma parada obrigatória, para os outros também!
British Museum: A sua coleção reúne uma série de artigos medievais, entre eles manuscritos, gravuras, moedas, esculturas, utensílios domésticos. Muito material egípcio: múmias, sarcófagos, utensílios e papiros. Materiais greco-romanos, incluindo os frisos do Partenon de Atenas, além de outras seções como "arte oriental", "vida indiana" e "Incas, Astecas e Maias".
Quando construído o B.M. era uma competição com o Museu do Louvre, mas foi este que tomou o posto de maior museu do mundo mais tarde. Nas dependências do Museu Britânico foi filmado o filme "O Retorno da Múmia".
Science Museum: Manivelas, botões, alavancas e coisas do gênero me fazem pensar que este talvez tenha sido o museu mais "interativo" que conheci. Áreas destinadas à evolução da informática, da medicina, da aeronáutica, da indústria, do automobilismo lhe fazem andar pra caramba nos vários andares do museu. Para quem gosta, há uma seção destinada à exploração do espaço, à tecnologia e um pedacinho ( acreditem se quiser) ao "IPOD". Não pude ver este museu com a calma que eu queria e ainda ficaram faltando algumas seções devido ao seu imenso tamanho.
Para os amantes de Harry Potter ou para aqueles que são ao menos curiosos, vale a pena dar uma passadinha na Kings Cross Station e ver o memorial ao personagem. É um carrinho de viagem que "entra" na parede. Legal para fazer uma foto e ver a estação que inspirou Rowling.
Quanto a vida noturna inglesa, participamos de um tour noturno onde conhecemos alguns bares famosos e fomos a uma discoteca que atualmente está no TOP 10 mundial, ocupando a posição do quarto lugar, a qual se chama Ministry of Sound. Esta sem dúvida foi a melhor balada que conheci, embora conhecá poucas. Sempre estão presentes nestas cidades equipes que vendem estes tours a preços bem baixos. Vale a pena pois você acaba conhecendo os pontos mais legais em pouco tempo.
Em Londres sempre tem o que fazer.




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